::nudez, Homer e a TV::

Através dA Outra, cheguei a uma matéria sobre um discurso que o ator Pedro Cardoso fez no lançamento do longa-metragem “Todo Mundo Tem Problemas Sexuais”, onde acusou alguns diretores brasileiros de promoverem a pornografia na televisão e no cinema, obrigando a classe artística a participar de tais cenas.

Eu já gostava desse carinha, como humorista. Agora passei a admirar um pouco como pessoa. Sempre que via uma cena de nudez eu me perguntava: "Até que ponto um ator/atriz se sente plenamente à vontade para fazer esse tipo de cena?" ou "O que será que sentem os filhos pequenos de tal atriz quando falam que viram a mãe dele pelada?"

Cardoso trouxe algumas respostas. Obviamente nem todo mundo, quando decide seguir essa carreira, quer tirar a roupa. As pessoas querem mostrar seu trabalho... e não seus corpos. Empurrados pelo 'sistema' que está ali implantado, sentem-se coagidos a colaborar, sob pena de perder futuros papéis.

Enfim... Leiam os trechos do discurso que ele fez e reflitam sobre isso. E pensem bem: será que a programação de TV que recebemos em nossa casa é a que merecemos? E, se essa programação, na maioria dos casos, é medíocre, que tipo de imagem os produtores/diretores/etc têm de nós, telespectadores?

Lembra-me aquela velha história que circulou um tempo na internet, quando o William Bonner comparou o público que assiste o Jornal Nacional ao Homer Simpsom. Estaria ele completamente errado? Se nos empurram goela abaixo uma programação medíocre, não seria porque permitimos que isso continue acontecendo, a partir do momento que lhes damos audiência?

 

 

Abaixo, segue a transcrição da matéria, com trechos do discurso dele. Os grifos em negrito são meus. Assino embaixo!!!

 

 

Pedro Cardoso diz que atores são obrigados a fazer pornografia

 

Pedro Cardoso fez um discurso exaltado e polêmico no lançamento do longa-metragem Todo Mundo Tem Problemas Sexuais, de Domingos de Oliveira, na noite desta quarta-feira no Festival do Rio. O ator, que também produz o filme, acusou alguns diretores brasileiros de promoverem a pornografia na televisão e no cinema, obrigando a classe artística a participar de tais cenas.

"A pornografia tornou-se agora um modo de atrair o público. Temos visto cenas de nudez ou quase nudez em basicamente toda a programação dos programas de televisão", disparou.

"A constância com que isso aparece tem colocado em exposição a nudez dos atores. É raro um trabalho, seja filme, novela ou programa de humor que não inclua cenas deste tipo."

"A minha tese é de que a nudez impede a comédia e mesmo o próprio ato de representar. Quando estou nu, sou sempre eu a estar nu, nunca o personagem. Ao despir-se do figurino, o ator despe-se também do personagem", afirmou, ressaltando que Todo Mundo tem Problemas Sexuais, apesar do tema, não traz nenhum momento de nudez.

"Eu fiz algumas cenas de nudez muito parcial e me senti sempre muito mal. Esse absurdo causa grande desconforto ao ator e a atriz porque nos obriga a mentir", citou, recebendo aplausos. "A nudez produz uma sensação erótica. Neste filme, os atores estão vestidos para que os personagens possam estar desnudos."

"A pornografia está tão dissimulada em nossa cultura que não a reconhecemos como tal. Hoje qualquer diretor, medíocre ou não, se acha no direito de determinar que uma atriz possa ficar pelada numa cena ou parcialmente despida", disse, ressaltando, indiretamente, que os diretores da TV Globo também apelam para a "pornografia" televisiva.

"É freqüente que cineastas de primeiro filme exibam para seus amigos em sessão privê as cenas privadas que conseguiu de uma determinada atriz", acusa. "Quando os atores se recusam a fazer nudez, os diretores ficam bravos e fazem mal criações, como crianças mimadas, porque se consideram no direito a ela".

O protesto de Cardoso abriu espaço para a discussão, especialmente entre os atores. Em tom revoltado, ele pediu que os artistas não se submetam a cenas de nudez.

"Até quando nós atores ficaremos atendendo ao voyeurismo e a disfunção sexual de diretores, roteiristas e produtores?", questiona. "Eu penso num dia que não teremos medo do You Tube ou das sessões nostalgia do Canal Brasil. O dia que não teremos medo que nossos filhos tenham que responder perguntas constrangedoras dos colegas na escola."

"Um diretor não deveria pedir que faça algo que ele não pediria a uma filha sua. Se essa gente quer nudez, que fiquem nus eles mesmos."

"Atores e atrizes podem dizer não às cenas que se sintam desconfortáveis. Não temos uma obrigação de tirar a roupa, que esta não é uma exigência do ofício de ator e sim da indústria pornográfica. E a conclusão de sempre: o programa popular tem que ter calcinha e sutiã, como se a gente brasileira fosse assim medíocre", ressalta.

O discurso levou Cardoso a tocar no assunto da vida pessoal. Namorado da atriz Graziella Moretto, no ar na TV Globo com a novela Três Irmãs, insinuou que ela sempre é contrariada nos bastidores da produção televisiva.

"No ar, na novela das 19h, ou mesmo das 18h, criam-se cenas de estupro, de banho, exibicionismo e adultério. Tudo apenas para proporcionar as cenas de nudez e influenciar o tesão alheio."

"E para que não digam que estou transtornado com esse assunto só porque agora estou namorando com uma atriz: de fato, dói mais a dor que dói em nós mesmos."

"Agora ver a mulher que eu amo tendo que diariamente se defender no trabalho contra a pornografia tornou esse assunto a primeira ordem do meu dia. Se antes era apenas responsabilidade profissional me opor à pornografia, agora é também por amor", finaliza.

Tomada pelos aplausos, Claudia Abreu, que também está no elenco do filme, deu seu depoimento. "Já passei por uma situação como essas recentemente e ele está completamente certo. É exatamente isso que acontece", disse. Vale ressaltar que a atriz aparece completamente nua no filme Os Desafinados, de Walter Lima Jr., em cartaz em alguns cinemas do País.

 

(Fonte: Terra)



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::liberdade em coma::

Hoje vou ter que dividir em alguns posts. Mas comecem a ler daqui, e depois desçam pro post de baixo.

 

Eu recebi e repassei o texto abaixo, sugerindo que as pessoas analisassem, pois achei interessante ver este lado, esta opinião. Não me posicionei sobre, mas recebi muitos e-mails contra e a favor do texto. Mas a parte curiosa do caso vem depois. Primeiro leiam:

 

O RATO X RATUEIRA

 

Em um certo Reino corrupto, existiu uma superintendência denominada Interurbes, seu bem feitor era um rato bem sabido, astucioso, era o rato SERVIO, bom papo, porém tinha um defeito, era muito, mais, muito mentiroso, e gostava de fazer obras super faturadas.

Na cidade do condado, Princesa Santana, terra que ele jurava de pé junto que amava, mais nunca morou, ele sempre residiu na capitá do condado, terra de todos os santos, onde seu pai, João Sem Terra Camelo, era governador, que por muito tempo, serviu a ditadura militar de direita.

Nem tudo era flores no caminho do Rato SERVIO, ele tinha um inimigo mortal, que se dizia paladino da moral e da ética, o ratueiro MESCÍVEL,  era vereador da Princesa Santana, andava falando aos quatro cantos da cidade que iria armar uma ratueira para pegar o corrupto rato SERVIO.

Com a Falência da Interurbes; o rato SERVIO voltou para a capitá,  terra de todos os santos, onde ainda era governador, o seu pai João Sem Terra Camelo, por lá se elegeu vereador, tentou ser secretario de finâncias da prefeitura da Capitá, mais foi rejeitado pelo seu irmão, João Sem Terra Camelo Júnior, que acabará de eleger prefeito da cidade de São Soteropolitano. A Farra da Interurbes, lhe rendeu o alcunha de SERVIO MALANDRO, apelido colocado por MESCÍVEL.

Vinte anos depois, ele retorna a Princesa Santana. O Rato Sem Terra Camelo, trazendo consigo o discurso da ética e paladino da moral. O candidato a prefeito da cidade Princesa, dizendo que iria transformar Santana! Mais aí vem a pergunta...Se deputado nacional do reino da piada pronta nunca lembrou de colocar uma verba de subvenção para este município, como SERVIO CAMELO pode dizer que adora a Princesa Santana?.

E o MESCÍVEL GONZALO, ele se transformou num maior defensor do Rato SERVIO, para ele, o rato que ele desejava colocar em uma ratueira, virou santo! Com direito a ser canonizado pelo governador WAGARINHO DAS FOLHAS VERDES. O Homem da Ratueira virou Vice na chapa do rato; que para o da ratueira, o rato SERVIO está santificado, que ele está pronto para eticamente desconstruir a Princesa.

Terra que ele transformaria sua administração em uma gigantesca sapa. Ora, o Vice ratueira, virou rato e foi viver feliz ao lado do Rato Serviu, mais que malandro, vendendo rato como se fosse coelho. Xô Ratueira, vocês dois se merecem!

 

 

O.K. Quem é daqui de Feira de Santana sabe sobre o que se trata. Contudo, mesmo não sendo daqui, fica claro que nenhum nome foi citado. Além disso, deixei claro que não era meu, e que eu não sei quem o escreveu. Ele circula por aí sem assinatura. Meu pai o recebeu de um amigo e repassou pra mim e mais alguns amigos, que repassei para as pessoas que conheço, como podem ver aqui:

 

 

“Mas a vida é uma caixinha de surpresas!”, diriam ‘os melhores do mundo’. Hoje eu fiquei sabendo que está rolando um boato, de que alguém teria me denunciado à polícia, sabe-se lá sob que argumentos, por causa do tal texto.

 

Ué... Cadê a famosa liberdade de expressão? Voltamos à ditadura? O pior que nem fui a autora do danado do texto... Pior ainda. Nem tenho partido!!! Sou apartidária, como já puderam ler alguns posts abaixo.

 

Enfim... Cabe mostrar aqui a vocês a minha resposta aos calorosos e-mails recebidos:

 

(continua no post abaixo)

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::liberdade em coma:: (continuação)

 

“Eu achei muito legal o feedback, de muitas, mas muitas pessoas. Alguns contra, outros a favor. Mas o que também achei interessante, foi observar como algumas pessoas (e como isso aconteceu a mais de uma, não cabe aqui citar nomes) simplesmente julgaram que eu estava concordando com tudo. Falha minha, em partes.

 

Senão vejamos... No corpo do e-mail anterior eu disse:

 

Recebi aqui, não sei quem escreveu. Apesar dos muitos erros de português, vale a pena analisar o conteúdo.

 

Sim, eu acho que vale a pena fazer uma análise sobre o que está escrito. Eu não disse que a pessoa que escreveu, cuja autoria continuo curiosa em saber, está certa ou errada.

 

Quando digo "analisar", é no sentido restrito da palavra. Ou seja, vale a pena procurar a história, os registros, se informar... É se informando, ouvindo várias versões, no lugar de ouvir apenas o lero-lero que os candidatos falam em seus programas, que as pessoas podem fazer sua escolha.

 

Eu fiz a minha. Vou votar nulo para prefeito. Há quem pense que isso é uma omissão, mas eu não enxergo assim. Até publiquei um texto sobre isto no meu blog. Quem quiser ler, pode clicar aqui:

 

http://liasergia.zip.net/arch2008-09-01_2008-09-30.html#2008_09-11_23_53_15-113542221-0

 

E eis um trecho do que diz no texto:

 

"...desde 1997, não há mais diferença entre o eleitor votar em branco ou anular o seu voto, ambos são contados como votos inválidos e não são contabilizados para nenhum candidato. 

Muitos eleitores têm dúvidas quanto aos votos em branco porque o Código Eleitoral (Lei 4.737, de 15 de julho de 1965) determinava em seu artigo 186, que os votos brancos seriam contabilizados juntamente com os votos válidos para formar o quociente eleitoral, influenciando diretamente no resultado das eleições. 

Hoje, a lei n.º 9.504/97, em seus artigos 2º e 3º, diz o seguinte:

 

·   Art. 2º - Será considerado eleito o candidato a presidente ou a governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. 

·   Art. 3º - Será considerado eleito prefeito o candidato que obtiver a maioria dos votos, não computados os em branco e os nulos. 

 

A urna eletrônica não possui a opção anula, portanto para anular um voto é necessário digitar números inexistentes."

 

Espero que assim faça-se entendido que não sou esquerdista ou direitista. Se tiverem suas críticas à direita, mandem pra mim, que vou partilhar igualmente. Acho que todo mundo deve ouvir o que dizem todos os lados, pra tomar suas decisões.

 

E continuem falando suas opiniões. Eu gosto muito de saber o que as outras pessoas pensam. É assim que se entende uma sociedade, um grupo.

 

Fiquei bastante feliz em saber que tenho muitos colegas com fortes e sólidas opiniões.

 

E peço desculpas a quem, porventura, não tiver compreendido aquilo que eu quis dizer no corpo do e-mail. Quanto ao texto, desconheço a origem, pois o e-mail original não informava. Lamentavelmente as pessoas ainda fazem críticas sob máscaras. Não sei pra que isso. Afinal de contas, a liberdade de dizer aquilo que pensamos é um direito garantido pela Constituição Federal. Valendo-me das aulas que estou tendo este semestre, ressalto para quem desconhece:

 

"O inciso IX, do artigo 5º, da Constituição, estabelece que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. O artigo 220, que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição. O parágrafo 1º que nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de  comunicação social. E o parágrafo 6º, que a publicação de veículo impresso de  comunicação independe de licença de autoridade. Portanto, a Constituição brasileira é auto-aplicável em relação aos direitos e garantias fundamentais de liberdade de  expressão e imprensa."

(FONTE: http://74.125.45.104/search?q=cache:rk1DVkf9K-gJ:jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp%3Fid%3D149+artigo+5%C2%B0+liberdade+de+express%C3%A3o&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=3&gl=br)

 

Então, se o/a cidadão/ã que escreveu este ou quaisquer outros textos críticos não saiu falando nomes, desabafou e expôs seu pensamento... Não está no direito dele? Está. Como está no nosso discordar completamente ou não.

 

Enfim, já escrevi demais!

 

Abraços a todos e que, diferente de mim que optei pelo nulo, desejo que vocês defendam firmemente os candidatos que apóiam.

 

Boa votação a todos!”

 

(continua no post abaixo)



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::liberdade em coma:: (continuação)

Como podem ver, só não entendeu quem não quis. Agora, se os cabos eleitorais estão desesperados e resolveram pegar no pé de quem não tem nada a ver, para usar como bode expiatório ou mostrar serviço... Sorry! Pegaram a mulher errada! Não fiz nada de ilegal e estou tranqüila.

 

Quanto à eleição... Bah! Por mim anulava era tudo e recomeçava do zero.

 

Agora vejam só... Não me faltava mais nada.

 

E, como disse no e-mail que colei acima, já falei demais. Agora me digam vocês: a liberdade de expressão morreu, está morrendo ou não morreu?

 

See you later!



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.: do Céu ao Inferno :.

‘Impossível’ é só o nome que as

pessoas dão àquilo que nunca viram.”

 

Ao longo da vida conhecemos muitas histórias, mas elegemos apenas algumas como nossas favoritas. “Amor além da vida” (ou “What Dreams May Come”, 1998), filme do diretor Vincent Ward, com Robin Williams, é uma destas histórias que elegi. Revendo o filme ontem, pensei em muitas coisas que aprendi com ele, e no tanto que estas mensagens ressurgem, das mais diversas fontes, ao longo da minha vida.

 

 

 

Resumindo, é o seguinte... Um casal perde seus dois filhos em um acidente de carro. Quatro ano depois, Chris, o marido (Williams) também morre, em outro acidente de carro. Annie, a esposa, se culpava muito pelas três mortes e, não resistindo à dor, suicida-se.

 

Acontece que, depois de morrer, Chris percebe aos poucos que para transcender a vida terrena e conhecer o verdadeiro paraíso, seria necessário superar vazio sem sua mulher. Quando Annie não pode suportar mais a vida sem Chris e tenta juntar-se a ele, é que as coisas começam ficar mais clara para Chris. Seus sentimentos, sua relação com os filhos, o reflexo, na vida espiritual, de tudo que foi dito e feito durante a vida terrena... Mas não consegue aceitar que sua mulher, uma suicida, está no Inferno e decide ir à sua busca, para libertá-la da prisão que criou para si mesma.

 

 

 

O filme fala de muitas coisas como perdão, amor, desapego e as ilusões terrenas, levantando reflexões profundas, como “o que somos?” ou “o que é este ser que chamamos de ‘eu’?”. Mas a minha escolha não diz respeito à linda história de amor ou à interessante perspectiva sobre céu e inferno de quem a criou, e sim o sentimento que impera durante toda a narrativa. A fé e a perseverança em relação ao que queremos alcançar.

 

No filme, esta busca é calcada no amor. Contudo, na vida ela é calcada numa porção de sentimentos que, na maioria das vezes, não somos capazes de compreender. O que te move? O que te faria abandonar o Céu para ir até o Inferno buscar?

 

 

 

Quando Chris entra no Céu, seu guia o informa que tudo aquilo que vê é apenas aquilo que deseja ver. Ou seja, o seu Paraíso particular é tal qual você deseja. Embora isto não seja mostrado no filme explicitamente (mas está nas entrelinhas), o exercício de se desprender das nossas percepções materiais e de compreender que aquilo que somos não está em nenhuma parte de nosso corpo, deve ser feito em vida. O Inferno, no filme, não é um lugar de punição, mas o lugar para onde vão as almas que não se desapegaram por quaisquer motivos, como não se perdoar pelas coisas feitas em vida ou a não aceitação da morte. E, lá, seria praticamente impossível fazer com que um daqueles espíritos “acordasse” e entendesse que está ali porque, inconscientemente, quer estar.

 

 

 

No Inferno “real”, pelo menos tal qual eu acredito, as coisas seriam um tanto mais complexas e mais duras. Contudo, aqui na vida material, eu penso que as coisas funcionam assim. O Inferno do filme seria a nossa vida na Terra. Basicamente, somos o que somos, estamos onde estamos, porque assim desejamos. E sair do lugar depende apenas de um impulso da consciência. Se nossa mente não se move, passamos a vida inteira andando em círculos. Se nossos sentimentos não evoluem, nada ao nosso redor evolui.

 

Entendo que parece simplista demais, mas a quantidade de exemplos de pessoas que tinham “tudo contra” ao seu redor e conseguiram sair do status quo é suficiente, ao menos para mim, no sentido de provar a minha teoria.

 

Não importa quão ruim de desfavorável seja a situação... Mudar depende de nós mesmos. Parafraseando o tema de uma das palestras do Reverendo Marco Rocha, da IMMB: “Se eu mudar, tudo muda”. E como muda! Afinal, como disse o personagem Chris, ‘Impossível’ é só o nome que as pessoas dão àquilo que nunca viram.”



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.: dúvidas eleitorais :.

 

 

Vamos lá. A Outra levantou uma dúvida e eu fui buscar a verdade sobre o voto em branco. Até onde eu sabia, não tinha muita diferença no resultado das eleições, porque o voto em branco, assim como o nulo, era contado como inválido e não contabilizado por nenhum candidato ou legenda. E eu estava correta. O que eu não sabia, e pelo jeito ela também não sabe, que ao votar em branco, o eleitor mostra que não se importa quem vai governar, mas que anulando o voto, ele mostra sua insatisfação com os candidatos apresentados.

Leiam a explicação jurídica da coisa:

 

 

...desde 1997, não há mais diferença entre o eleitor votar em branco ou anular o seu voto, ambos são contados como votos inválidos e não são contabilizados para nenhum candidato. 

Muitos eleitores têm dúvidas quanto aos votos em branco porque o Código Eleitoral (Lei 4.737, de 15 de julho de 1965) determinava em seu artigo 186, que os votos brancos seriam contabilizados juntamente com os votos válidos para formar o quociente eleitoral, influenciando diretamente no resultado das eleições. 

Hoje, a lei n.º 9.504/97, em seus artigos 2º e 3º, diz o seguinte:

 

·   Art. 2º - Será considerado eleito o candidato a presidente ou a governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. 

·   Art. 3º - Será considerado eleito prefeito o candidato que obtiver a maioria dos votos, não computados os em branco e os nulos. 

 

A urna eletrônica não possui a opção anula, portanto para anular um voto é necessário digitar números inexistentes. Segundo D.C (iniciais da entrevistada), os números mais usados para anular são 00 e 99. A ação da eleitora se justifica porque se o numero for inexistente para um vereador, deputado ou senador, mas começar com números de algum partido o voto vai para a legenda. 

A Constituição Federal determina que, nas eleições majoritárias, o eleito precisa alcançar 50% dos votos válidos, a par desta regra existe uma outra que é linear e que também é valida para as eleições proporcionais, se os votos nulos e brancos alcançarem mais de 50% haverá a insubsistência do pleito, ou seja, a eleição será anulada e será refeita. 

Quando o eleitor vota em branco, demonstra que para ele tanto faz quem estiver no governo, ao anular o voto ele demonstra sua insatisfação com os candidatos e principalmente com o regime político do país. 

Segundo o site Wikipédia (acessado em 18/08/2008, às 16h49), em 2004, durante as eleições municipais, em diversas cidades houve nulidade em mais de 50% dos votos, gerando assim a anulação do primeiro turno desses pleitos eleitorais. Confira as cidades:

 

·   Amazonas: Boca do Acre, Itamarati

·   Bahia: Iramaia, Jacobina, São José do Jacuípe, Varzedo

·   Espírito Santo: Presidente Kennedy

·   Goiás: Alvorada do Norte, Palestina de Goiás, Turvelândia, Flores de Goiás, Santa Rita do Araguaia, São João D´Aliança

·   Maranhão: Barão de Grajaú, Cândido Mendes

·   Minas Gerais:Juatuba, Bocaina de Minas, Aricanduva, Conceição dos Ouros, Ipanema, Rubim, São Sebastião da Bela Vista

·   Mato Grosso do Sul:Dois Irmãos do Buriti

·   Mato Grosso: Paranatinga

·   Paraíba: Caldas Brandão

·   Pernambuco: Terra Nova

·   Sergipe: Divina Pastora, Nossa Senhora de Lourdes

 

FONTE: http://webjornalismo.fasam.edu.br/materia.asp?id=1327

 

 

Assim sendo, votarei NULO. E para animar a campanha pró-NULO, achei um selo muito legal:

 

 

Para prefeito de Feira de Santana, votem 99!!! ;-)



imagined for Lia Sérgia to the 22h53
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.: diálogos eleitorais :.

 

– Lia, você é petista?

– Não.

– Democrata, então?

– Também não.

– Ué... Você tem algum partido?

– Sim. Eu sou liista

– Hein?
– É. Partido da Lia. Eu só tomo partido de mim mesma.

– Mas então, em quem você vota pra prefeito?

– Dessa vez, ninguém.

– Por quê?

– Não gostei de nenhum dos candidatos. Se eu acho que nenhum serve para governar a cidade onde eu moro, não vou votar. Votarei em branco, que pra mim quer dizer: “nenhuma das alternativas anteriores”. Sabe... Eu sei que é utopia, mas de 50% +1 eleitores votassem em branco, a eleição seria anulada, e seria realizada outra com novas opções. Não me custa tentar.

– Ah, mas você devia votar. Todo mundo tem que ter um partido.

– Eu não voto no partido, eu voto no homem.

– Mas existem os grupos...

(interrompendo) – Aí é que está! Se eu percebo que o cara é marionete de um grupo, já não me serve. Se ele não tem liderança e força pra tomar suas próprias decisões sozinho, como vai governar uma cidade?

– Mas isso é normal?

– Você acha realmente “normal”? Acha mesmo que precisa ser assim?

– Acho que você está sendo muito radical e...

(interrompendo de novo) – Olha, sabe o que eu vejo no horário político?

– Não.

– Uns são bonecos de ventríloquo, outros são fantoches ou marionetes.

– E tem diferença?

– Claro. Nos shows de ventríloquo todo mundo vê quem é o boneco e quem é o homem. No de fantoches, você não vê o homem, mas ouve a voz. Mas o de marionetes é mais complicado... Todo mundo vê os bonecos, mas ninguém vê o títere...

– É... Faz sentido.

– É. Faz sim.

 

__________________________________

 

Resumo da ópera: Será que eu ganhei mais uma adepta do voto em branco? (risos)



imagined for Lia Sérgia to the 00h03
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.: lista das quatro coisas :.

A Bela e Malvada me passou um 'meme' e cá estou respondendo... Beijos, Anne!

 

Quatro empregos que já tive:
- vendedora de seguro-saúde. (hein??? Sério Lia??? Sim, é verdade.)
- diagramadora de jornal diário.
- produtora de radiojornal, em Juazeiro-BA.
- promotora de vendas. (Rá!! Essa nem eu acredito, mas enfim... Foi verdade.)


Juazeiro-BA


Quatro filmes que assisto sempre que passam: (Caramba!! Existem muitos que não enjôo de ver, mas vou escolher uns aleatoriamente, que a minha memória captou agora.)
- O nome da rosa.
- Sociedade dos Poetas Mortos.
- Como se fosse a primeira vez.
- Harry Potter. (Qualquer um da série... hehehe)


Como se fosse a 1ª vez


Quatro programas que gosto na TV: (Eu não gosto muito de TV, mas vamos lá...)
- Mulher Biônica.
- Smallville.
- Programa do Jô. (Porque todo mundo precisa relaxar I.)
- Fantástico. (Porque todo mundo precisa relaxar II.)

Jamie Somers, a mulher biônica. :D


Quatro pessoas que me mandam e-mail regularmente:
- Kiko.
- Isolda.
- Aninha.
- Grace.

Que saudade de você, ninha... :(


Quatro coisas que não sei, mas deveria:
- Dirigir.
- Ganhar dinheiro. (Se alguém souber como se faz isso honestamente...)
- Consertar meu micro sozinha.
- Falar inglês.

 

Eu chego lá... :P

Quatro coisas que faço diariamente:
- Curtir os primeiros minutos do dia fazendo farra com Luisa na cama.
- Trabalhar. (E tem outro jeito? :P)

- Estudar.
- Ler ensinamento de Meishu Sama.


Mokiti Okada (ou Meishu Sama)


Comidas que gosto:
-
Yakissoba.
- Chocolate. (É de comer, né?)
- Massas. (Lia, sua gooorrrrrrda!)
- Mariscada. (Tudo com frutos do mar)


hmm... Comida chinesa é bão! :P

Quatro objetivos a curto prazo:
- Ficar junto do meu amor.
- Emagrecer. (E não engordar mais...)
- Terminar as coisas que comecei.
- Não deixar coisas pendentes.

 


Eu adoro esse barbudo... S2

____________________________________

 

E para responder este "meme", eu indico Francisco, Renata, A Outra, Sentimental, NenaLisias!!



imagined for Lia Sérgia to the 15h18
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.: entre o sono e o sonho :.

 

 

Vira e mexe algum sonho vira assunto aqui. Não sei se já mencionei, mas de uma forma inexplicável sempre lembro do que sonhei à noite – todas as manhãs. Isso significa que todos os dias eu tenho um sonho pra contar, por menor que seja, ainda que não conte. A última noite sem sonhos, da qual me lembro, foi quando minha filha nasceu.

 

Isto faz, também, com que eu trace muitas analogias e comparações pelas histórias vividas em sonhos, ou cruze informações de uma forma... Onírica, por assim dizer.

 

Hoje meu namorado contou uma situação vivida por ele. Embora tenha sido real, enquanto ele narrava, o inusitado da coisa fez-me ter a sensação de que ele diria, a qualquer instante: “Foi aí que eu acordei...”. Mas não foi sonho. Porém, esta sensação de confusão entre sonho e realidade me transportou para uma vez em que sonhei que estava sonhando... E acordei duas vezes durante o sonho, sem acordar. Explico.

 

Numa noite qualquer, perdida nos labirintos obscuros e esquisitos da minha memória, eu sonhei que a linha que separa os mundos espiritual e material havia rompido. Isto significava que todas as criaturas maléficas estavam mais livres para agir sobre as pessoas sem defesas, mas também fez exteriorizar o que cada uma das pessoas de carne e osso era por dentro. Surgiu de tudo... TUDO mesmo.

 

A sensação era de absoluta realidade. Eu sentia o calor, o frio, o medo, a pressão... Como se estivesse vivenciando tudo realmente. E foi numa manhã, no meio do serviço, que um brilho estranho ofuscou meus olhos e eu virei uma guerreira, de armadura e tudo. Era a coisa mais estranha que já havia me acontecido.

 

Naquele mundo novo, existiam muitos “clãs”, e ninguém podia ser duas coisas. Mas eu era... Além de jogar no time dos “mocinhos”, eu era uma feiticeira-guerreira, com espada e tudo. Senti-me um Hobbit, com aquela espada do meu tamanho que, por razões explicáveis só em sonhos, eu conseguia empunhar. Obrigada a ir para a guerra, sendo tratada com desdém por todos os lados, no meio de uma luta esquisita e difícil, eu pensei: “Só posso estar sonhando...” Foi aí que acordei pela primeira vez.

 

Só que eu ainda estava sonhando... Desta vez, numa vila medieval, sendo servida por mulheres. Para todos os lados, só mulheres. Pensei: “Putz! Eu tenho que parar de ler histórias sobre o Rei Arthur... Estou em Avalon!!” E estava mesmo. (risos) No entanto, continuava sendo a tal guerreira/feiticeira. Comecei a circular pelo local e notei que a guerra continuava... Na verdade, logo entendi que fui “arrancada” da batalha, para ser poupada, porque alguém precisava de mim para negociar sei lá o que. “Além de tudo, diplomata? Quando é que eu acordo, hein?”

 

Acordei a segunda vez... E ainda estava dormindo. A guerra tinha acabado e não havia mais lugares feios e eu estava contando histórias para um monte de crianças no meio de um jardim. Eu estava centena de anos à frente. Com o fim da guerra, não existia mais divisão entre mundo espiritual e material, e ninguém morria. Todos eram etéreos e vivia em harmonia.

 

No meio daquela sensação tão boa e feliz, como já era de se esperar, eu acordei. Desta vez de verdade... Porque é assim mesmo. Sonho sempre acaba, pra valer, justo nas melhores partes. Naquele dia eu pensei muito em Chuang Tsu. Conta-se que o mestre taoísta Chuang Tzu, um dia, deixou-se adormecer sob uma amoreira e caiu em um sono profundo. Começou então a sonhar que era uma borboleta, passeando pelos campos que acabara de percorrer, vendo as mesmas coisas que vira durante aquele dia. Acordou de repente, e disse para si mesmo: “Estou diante do problema filosófico mais complicado da minha vida. Quem sou eu? Sou um homem que sonhou que era uma borboleta? Ou sou uma borboleta sonhando que transformou-se em um homem?”

 

E vocês? Já conseguiram decidir? Bom domingo, e um ótimo começo de semana a todos!



imagined for Lia Sérgia to the 02h11
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.: prêmio dardos :.

 

 

A Renata passou-me um presente e uma missão dificílima. Escolher QUINZE blogs para premiar com um selinho bastante especial, que ela me concedeu, chamado “Prêmio Dardos”. Segundo a explicação da moça: "Reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Em suma: que demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras..."

 

*** Gente, do céu! Eu faço tudo isso? Onde? Hehehehe ****

 

Regras:

 

* Aceitar exibir a distinta imagem (Feito!)

* Linkar o blog do qual recebeu o prêmio. (A Renatinha já era cadeira cativa entre meus favoritos...)

* Escolher quinze 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos. (Xiii... Ferrou!)

 

Olha, acho que nem leio isso tudo de blog com tanta freqüência que possa dizer: este aqui merece!! Portanto, vou listar os que eu de fato acompanho e acho que se encaixam neste contexto (ah, e que não receberam o selo, obviamente). Ei-los, em ordem alfabética:

 

·         Belos e Malvados

·         Carol Guedes

·         Duda Vila Nova

·         Everybody’s got to learn sometime

·         Idéias Despedaçadas

·         In Resumo

·         Incompletudes

·         Isolda

·         Lé-ri-bi

·         Na minha opinião

·         Pós Sobretudo de Lona

·         Reinventando Santa Maria

 

Como eu previa, não deu pra listar 15 dentro dos requisitos, mas 12 é um bom número. Não acham? Bem... passei a bola adiante. Eles que se virem. hehehehe

 

Até a próxima!!! ;)



imagined for Lia Sérgia to the 02h09
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